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Dicas - Informações sobre Híbridos INFORMAÇÕES SOBRE HÍBRIDOS
Definições:
Espécies: São as plantas encontradas na natureza.
Híbridas: São plantas obtidas com o cruzamento entre espécies diferentes, entre uma espécie e uma Híbrida, ou entre duas Híbridas.
O cruzamento feito para se obter um novo Híbrido atualmente, visa á soma ou fixação de uma ou mais características desejáveis dos pais, resultando numa planta “melhor” ou em uma “novidade” para o mercado. Esse processo, no caso dos Híbridos de Cattleya, leva, do cruzamento até a obtenção da primeira flor, (que depois florescerá anualmente), de cinco a sete anos, dependendo das plantas envolvidas.
Dentre centenas ou milhares de plantas diferentes obtidas, serão selecionadas as melhores, para serem reproduzidas por “Clonagem” em laboratório; o que também leva de cinco a seis anos para ficarem adultas e florirem, e assim serem distribuídas ao mercado.
Em 1895, a empresa Sander & Sons, Importadores e cultivadores de Orquídeas, da cidade de Saint Albans, na Inglaterra, instituíram um sistema de registro de todos os híbridos conhecidos de orquídeas, e publicaram o primeiro volume da ‘Sander’s List of Orchid Hybrids’ em 1906. Este trabalho foi reconhecido por hibridadores de todo o mundo, que incentivaram a Família Sander a continuar a compilação e a publicar atualizações periódicas.
Devido ao grande número de novos registros, em Maio de 1960 em Londres, durante a Terceira Conferencia Mundial sobre Orquídeas, foi proposto pela David Sander’s Orchids Ltd., e aceito, que a Royal Horticultural Society assumiria a função como Autoridade Mundial para o Registro de Híbridos de Orquídeas, (International Registration Autority for Orchids Hybrids).
E assim, respeitando o “International Code of Nomenclature for Cultivate Plants, e dando continuidade á Sander’s List; desde o dia 1 de janeiro de 1961, a RHS tornou-se o “Cartório” oficial para o registro de Híbridos de Orquídeas.
Dessa forma, só é possível o registro de um novo híbrido se sua árvore genealógica for inédita, ou seja:
1) O cruzamento do novo híbrido deve ser inédito.
2) As plantas envolvidas no cruzamento devem ser registradas. (No caso de já serem híbridas).
A solicitação de registro é feita mediante o pagamento de taxa (10 Libras), preenchendo-se o formulário fornecido pela RHS, onde constam os nomes dos pais do novo híbrido, o nome proposto para o novo híbrido, a data do cruzamento, a data da primeira floração acompanhada de descrição completa ou foto da flor obtida, os dados do registrante, que assina o pedido, e informações sobre o hibridador.
Aerangis luteoalba (Kraenzl.) Schltr. Sinônimos: Angraecum luteoalbum Kraenzl. Rhaphidorhynchus luteoalbus (Kraenzl.) Finet As espécies de Aerangis são todas plantas epífitas, monopodiais, constituindo-se em aproximadamente sessenta espécies distribuídas pelo território africano, Madagascar, arquipélago das Comores, com apenas uma espécie no Sri Lanka e outra na Ilha da Reunião.Inicialmente as espécies de Aerangis foram descritas como Angraecum, depois separadas deste gênero pelo seu rostelo proeminente na coluna, esta também diferenciada daquelas de Angraecum. A maioria das espécies requer ambiente sombreado e com muita umidade atmosférica, porém não suportam substrato encharcado. São melhores cultivadas em pedaços de casca de árvore, sem ter as raízes sufocadas e necessitam de borrifos constantes por ocasião do surgimento e desenvolvimento de uma nova folha. Preferem ambiente um pouco mais seco no surgimento das novas hastes florais, porém sem que descuidemos da umidade atmosférica. A Aerangis luteoalba é uma das menores espécies desse gênero, porém muito atrativa pelas suas longas hastes florais, abundantes em flores. Ela está distribuída desde Angola até a Etiópia, em altitudes que variam de 1250 a 2200 metros, embora não seja encontrada em larga escala. As folhas são de cor verde escura e desaparecem sob a grande quantidade de flores. Freqüentemente apenas um par de folhas permanece na planta durante a sua floração. As flores são muito bonitas, de coloração creme ou esbranquiçadas em algumas variedades, com a coluna de cor avermelhada contrastante, o que lhe dá um charme especial. Suas flores não são perfumadas como a maioria daquelas de outras espécies. Suporta uma grande variação de temperatura, porém sofre demais na falta de umidade atmosférica se não for compensada por borrifos freqüentes em suas folhas. A Aerangis luteoalba var. rhodosticta, descrita em 1979, tem as flores bem mais esbranquiçadas que a forma típica, sendo comumente conhecida apenas pelo nome de Aerangis rhodosticta. |
